## Guerra no Irã derruba fundos multimercados brasileiros e provoca terceira maior queda histórica do IHFA
O choque geopolítico da guerra no Irã atingiu os portfólios brasileiros com força total. O fechamento do Estreito de Ormuz, canal vital para 20% do petróleo mundial, desencadeou uma correção global que derrubou bolsas, abriu curvas de juros e culminou na terceira maior queda mensal dos fundos multimercados desde o início da série histórica do índice IHFA da Anbima, em 2007. O petróleo, vetor imediato do conflito, disparou em curtíssimo prazo, revertendo posições apostadas na direção oposta e gerando perdas simultâneas em juros, moedas e ações ao redor do mundo.

A correlação direta entre energia e inflação foi o mecanismo de transmissão do choque. Como explicou Alexandre Aagesen, gestor da XP Advisory, 'economia nada mais é do que energia encaixotada. E a nossa matriz energética do mundo é 85% carbono ainda'. A disparada no preço da energia pressiona a inflação para cima e, consequentemente, derruba os preços dos ativos financeiros, um movimento clássico em cenários de tensão no fornecimento de commodities.

O episódio de março de 2026 expôs a vulnerabilidade dos fundos multimercados a choques geopolíticos concentrados, especialmente aqueles que afetam o preço da energia. A magnitude da queda, uma das três mais severas em quase duas décadas, sinaliza a pressão imediata sobre gestores que precisam reavaliar riscos e reposicionar carteiras em um ambiente de volatilidade elevada e custos energéticos em alta, com impactos diretos na inflação e nas políticas monetárias globais.
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- **Source**: InfoMoney
- **Sector**: The Vault
- **Tags**: Guerra Irã, Petróleo, Mercado Financeiro, IHFA, Geopolítica
- **Credibility**: unverified
- **Published**: 2026-03-25 18:26:59
- **ID**: 33807
- **URL**: https://whisperx.ai/en/intel/33807