## Desembargador afastado do caso 123 Milhas pelo CNJ pede aposentadoria
Um desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), afastado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de processos relacionados à empresa de viagens 123 Milhas, pediu sua aposentadoria. O magistrado, cujo nome não foi divulgado, era o relator de ações envolvendo a companhia, que enfrenta uma crise após suspender a venda de passagens e pacotes e deixar milhares de consumidores sem reembolso. O afastamento, determinado pelo CNJ, ocorreu após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar uma representação contra o desembargador, alegando suspeitas de parcialidade e de que ele poderia estar favorecendo a empresa.

A medida do CNJ, que é a mais alta instância de controle da magistratura, sinaliza um nível incomum de escrutínio sobre a conduta judicial no caso. O pedido de aposentadoria do desembargador, feito logo após o afastamento, levanta questões sobre as pressões e os desdobramentos internos no Judiciário mineiro diante do escândalo. A 123 Milhas, que oferecia pacotes com preços promocionais, acumulou uma dívida bilionária e se tornou alvo de investigações do Ministério Público Federal (MPF) e de uma CPI na Câmara dos Deputados.

O episódio expõe a tensão entre a velocidade da crise empresarial e a atuação da Justiça, colocando sob os holofotes a independência e a celeridade dos processos que afetam diretamente os direitos de milhares de consumidores. A saída do magistrado do caso, seja por aposentadoria ou por determinação do CNJ, pode impactar o andamento das ações judiciais e a percepção pública sobre a capacidade do sistema de responder a falhas de mercado de grande escala. O caso permanece sob forte vigilância de órgãos de controle, com a PGR e o MPF acompanhando de perto as investigações.
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- **Source**: Metrópoles
- **Sector**: The Office
- **Tags**: 123 Milhas, TJMG, PGR, MPF, consumidor
- **Credibility**: unverified
- **Published**: 2026-03-31 13:26:55
- **ID**: 43328
- **URL**: https://whisperx.ai/en/intel/43328