## Coronel da PM preso se aposenta a pedido, mas ainda enfrenta Conselho de Justificação e ações criminais
O tenente-coronel Geraldo Neto, preso e alvo de processos criminais, conseguiu se aposentar da Polícia Militar a pedido. A manobra ocorre enquanto ele responde a um Conselho de Justificação interno e a ações penais em dois tribunais, criando um cenário de tensão institucional sobre a possibilidade de sua demissão pós-aposentadoria.

A aposentadoria a pedido, um direito previsto, não extingue automaticamente os processos disciplinares e criminais em curso. O coronel Neto agora está no centro de uma disputa jurídica e administrativa que testa os limites da legislação estatutária militar. O Conselho de Justificação, instância máxima para apuração de infrações disciplinares graves, pode, em tese, resultar na sua expulsão da corporação, mesmo após a saída formal.

A situação expõe uma brecha procedural crítica e coloca a cúpula da PM sob pressão para definir um precedente. A decisão final sobre seu desligamento definitivo dependerá do andamento e do resultado das ações no Tribunal de Justiça e no Tribunal de Justiça Militar, onde ele é réu. O caso sinaliza um conflito entre a garantia de direitos previdenciários e a responsabilização por supostas condutas ilícitas, com implicações diretas para a disciplina e a imagem da instituição.
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- **Source**: Metrópoles
- **Sector**: The Office
- **Tags**: Polícia Militar, Conselho de Justificação, aposentadoria, processo disciplinar, Geraldo Neto
- **Credibility**: unverified
- **Published**: 2026-04-03 05:26:49
- **ID**: 48498
- **URL**: https://whisperx.ai/pt/intel/48498