## Shell projeta queda na produção de gás após ataques no Golfo, mas compensa com alta no comércio de petróleo
A guerra entre EUA, Israel e Irã já está remodelando os lucros das gigantes do petróleo. A Shell revelou que a produção de gás será mais fraca no primeiro trimestre, com um impacto direto na sua liquidez de curto prazo. O motivo: ataques no Golfo Pérsico, incluindo um contra sua unidade de produção de gás Pearl no Catar, onde os reparos podem levar cerca de um ano. A empresa, no entanto, espera compensar parte dessa perda com um aumento na comercialização de petróleo, impulsionada pela volatilidade extrema do mercado.

O cenário de conflito desencadeou uma disparada nos preços do petróleo Brent, que atingiu patamares próximos a US$ 120 por barril, máximas de vários anos. A sequência começou com os ataques aéreos no final de fevereiro, seguida pelo fechamento do estratégico Estreito de Ormuz por Teerã e por ofensivas contra vizinhos da região. Essa turbulência geopolítica causou grandes oscilações nos valores dos estoques das companhias, pressionando indicadores críticos como o capital de giro.

A declaração da Shell oferece um dos primeiros vislumbres concretos de como a guerra está reconfigurando as operações e as finanças das petroleiras. Enquanto ativos físicos de gás são danificados, a atividade de trading de petróleo ganha força na esteira da volatilidade de preços. O episódio expõe a dupla pressão sobre o setor: riscos operacionais diretos em instalações críticas e uma liquidez sob escrutínio devido às flutuações nos mercados de commodities.
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- **Source**: InfoMoney
- **Sector**: The Vault
- **Tags**: Shell, Petróleo, Gás Natural, Guerra Irã, Golfo Pérsico
- **Credibility**: unverified
- **Published**: 2026-04-08 13:27:13
- **ID**: 55115
- **URL**: https://whisperx.ai/pt/intel/55115