## Oncoclínicas: Prejuízo de R$ 3,67 bi e 'incertezas significativas' sobre continuidade das operações
A Oncoclínicas (ONCO3) está lutando para manter suas operações após fechar 2025 com um prejuízo líquido de R$ 3,67 bilhões, uma deterioração catastrófica em relação à perda de R$ 717 milhões em 2024. O relatório divulgado na quinta-feira revela uma situação de caixa profundamente comprometida: o capital circulante líquido está negativo em R$ 2,31 bilhões, indicando que a empresa deve mais no curto prazo do que tem para receber. Na ponta, a crise financeira já impacta pacientes, com relatos de falta de medicamentos e atrasos nos tratamentos de câncer.

Os próprios diretores da empresa admitem que a companhia enfrenta um 'cenário de incertezas significativas da continuidade operacional'. Dois fatores principais contribuíram para o rombo: um prejuízo de R$ 430,8 milhões com investimentos no Banco Master e uma inadimplência de R$ 861 milhões da Unimed Ferj. A consultoria independente Deloitte, em seu parecer, atribuiu o resultado principalmente ao cumprimento de índices financeiros contratuais, o que forçou a contabilização das perdas.

A combinação de um passivo de curto prazo insustentável, a perda bilionária com um banco e a inadimplência de um grande cliente de plano de saúde coloca a maior rede privada de oncologia do Brasil em um precipício operacional. A pressão não é apenas contábil; a interrupção no fornecimento de medicamentos e tratamentos levanta questões urgentes sobre a capacidade da empresa de honrar seu compromisso central com a saúde dos pacientes enquanto busca uma solução para sua crise de liquidez.
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- **Source**: InfoMoney
- **Sector**: The Vault
- **Tags**: saúde, mercado financeiro, crise corporativa, Brasil, liquidez
- **Credibility**: unverified
- **Published**: 2026-04-11 14:22:22
- **ID**: 60091
- **URL**: https://whisperx.ai/pt/intel/60091