## Galípolo sob fogo cerrado do PT: líder chama presidente do BC de 'traidor' após defesa de Campos Neto no caso Banco Master
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enfrenta a maior pressão política desde que assumiu o cargo. A crise foi detonada após ele declarar que as investigações internas do BC não apontaram 'culpa' de seu antecessor, Roberto Campos Neto, no escândalo do Banco Master. A declaração gerou reação imediata do PT e do entorno do presidente Lula, que veem na gestão de Jair Bolsonaro — que indicou Campos Neto — um alvo eleitoral para o escândalo.

A seis meses da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), o tom das críticas escalou dramaticamente. Nos bastidores e publicamente, as reclamações contra Galípolo já se equiparam às que eram dirigidas a Campos Neto durante sua gestão. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), foi direto ao classificar o atual presidente do BC como 'traidor' em declaração ao jornal O Globo. A fala expõe a fragilidade da relação entre o governo e a autoridade monetária em um momento político delicado.

A pressão sobre Galípolo sinaliza um risco crescente de politização do Banco Central, justamente quando a instituição busca afirmar sua independência técnica. O episódio também acirra a disputa eleitoral, com o PT tentando capitalizar o caso Banco Master para desgastar a imagem de Bolsonaro. Para Galípolo, o desafio imediato é navegar entre a lealdade ao governo que o indicou e a necessidade de preservar a credibilidade do BC, em meio a acusações que já reverberam nos mercados e no Congresso.
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- **Source**: InfoMoney
- **Sector**: The Network
- **Tags**: Gabriel Galípolo, Banco Central, PT, Pedro Uczai, Campos Neto
- **Credibility**: unverified
- **Published**: 2026-04-22 09:52:28
- **ID**: 75839
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