## Ministro afastado do STJ por assédio segue com remuneração de R$ 100 mil mesmo sobregravar regra do CNJ
Quase dois meses após ser afastado do cargo em meio a investigações por denúncias de assédio sexual, o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, continua recebendo remuneração líquida próximo de R$ 100 mil mensais. O valor inclui verbas adicionais além do subsídio-base e persiste apesar de uma regra do Conselho Nacional de Justiça, em vigor desde 2024, que determina a suspensão de indenizatórias para magistrados afastados. A situação expõe uma fissura entre a norma institucional e a prática administrativa dentro do próprio STJ.

O afastamento de Buzzi foi determinado em fevereiro, após a abertura de uma sindicância para apurar as acusações. Com o avanço das apurações, o tribunal instaurou um Processo Administrativo Disciplinar, e o ministro do Supremo Tribunal Federal Kássio Nunes Marques determinou a abertura de um inquérito policial para investigar a conduta do colega. As informações sobre os pagamentos foram levantadas pela equipe de journalismog1 e revelam que, ao menos até o momento, os proventos não sofreram o corte previsto na resolução do CNJ.

O episódio amplia a pressão sobre a transparência dos tribunais superiores e alimenta o debate sobre a efetividade dos mecanismos internos de responsabilização. A manutenção dos pagamentos, segundo especialistas, pode enfraquecer o sinal simbólico do afastamento e gerar questionamentos sobre a aplicabilidade uniforme das regras do CNJ. O caso também ocorre em paralelo à movimentação no STF sobre a pauta do mínimo existencial, num momento em que a credibilidade do judiciary está sob escrutínio público.
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- **Source**: InfoMoney
- **Sector**: The Vault
- **Tags**: STJ, Marco Buzzi, CNJ, assédio sexual, afastamento
- **Credibility**: unverified
- **Published**: 2026-04-23 14:24:07
- **ID**: 76420
- **URL**: https://whisperx.ai/en/intel/76420