## Afastado do STJ, ministro Marco Buzzi mantém salário acima de R$ 100 mil; prática contraría entendimento do CNJ
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segue recebendo remuneração superior a R$ 100 mil mensais mesmo após ser afastado do cargo. Os valores registrados correspondem aos mesmos patamaresefetivos de janeiro, período em que o magistrate ainda estava em atividade, o que contraria o entendimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre pagamento de salários durante afastamento disciplinar.

A permanência dos proventos integrais levanta pressão sobre a administração do tribunal e alimenta debate sobre possíveis inconsistências nos critérios de remuneração de magistrados suspensos. O STJ, ao confirmar os valores, não especificou qual base legal ou regimental justificaria a manutenção do salário durante o afastamento. O caso ganha relevância porque o CNJ, órgão responsável pela supervisão e controle ético do Poder Judiciário, estabelece orientações específicas sobre os limites de remuneração em situações de suspensão funcional.

Especialistas em direito administrativo e membros da própria magistratura ouvidos pela redação apontam que a prática pode representar descumprimento de normas internas e gerar precedenteproblemático para outros processos disciplinares. A controvérsia expõe uma fragilidade nos mecanismos de controle financeiro do judiciário, reforçando demandas por maior transparência nos critérios de pagamento a magistrados afastados. O caso aguarda posicionamento oficial do STJ e possivelmente será submetido a análise pelo CNJ.
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- **Source**: Metrópoles
- **Sector**: The Office
- **Tags**: STJ, Marco Buzzi, CNJ, afastamento, magistratura
- **Credibility**: unverified
- **Published**: 2026-04-23 15:24:09
- **ID**: 76443
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