## Comissão oficial conclude que JK foi executado pela ditadura em 1976; versão do acidente é questionada
Um relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, conclui que o ex-presidente Juscelino Kubitschek não morreu em um acidente de trânsito, como sempre defendeu a versão oficial. Segundo o documento, JK foi morto por agentes do Estado durante a ditadura militar, num operativo que simulou uma colisão na Rodovia Anhanguera, em 22 de agosto de 1976.

O relatório menciona que a conclusão se baseia em evidências coletadas ao longo de mais de duas décadas de investigações, incluindo documentos desclassificados, depoimentos de testemunhas e laudos periciais independentes. A versão oficial, ratificada por décadas, sustenta que o político teria morrido após o carro que dirigia colidir com um caminhão na região de Serra da Moeda, em Minas Gerais. No entanto, a comissão aponta que as circunstâncias do acidente apresentam inconsistências técnicas e que o episódio foi, na verdade, uma execução política.

A conclusão reativa uma ferida histórica do período autoritário brasileiro e eleva a pressão sobre arquivos militares ainda parcialmente lacrados. Familiares e movimentos de direitos humanos celebram o reconhecimento, mas cobram avanços na responsabilização e na abertura completa dos arquivos da repressão. O caso JK se soma a outros muertos e desaparecidos políticos cuja verdade ainda não foi totalmente esclarecida.
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- **Source**: Metrópoles
- **Sector**: The Network
- **Tags**: ditadura militar, Comissão de Mortos e Desaparecidos, JK, execução política, 1964-1985
- **Credibility**: unverified
- **Published**: 2026-05-09 00:54:58
- **ID**: 80885
- **URL**: https://whisperx.ai/en/intel/80885