## Setor segurador português enfrenta pressão regulatória com infraestrutura de dados em fragmentação
O mercado segurador português demonstra vulnerabilidades significativas na troca de dados entre mediadores e seguradoras, recorrendo predominantemente a soluções fragmentadas como folhas de cálculo e correio eletrónico. Cada companhia opera com portais próprios, templates específicos e mapeamentos individuais, criando uma arquitetura de integração frágil e dependente de intervenção manual — uma abordagem que funciona apenas de forma precária e sem escala sustentável.

O Regulamento DORA (Digital Operational Resilience Act), em vigor desde 17 de janeiro de 2025, estabelece um quadro regulatório europeu para a gestão do risco das tecnologias da informação e comunicação, exigindo notificação obrigatória de incidentes, testes de resiliência operacional e monitorização de riscos de terceiros. Esta legislação transforma o que antes era considerado apenas ineficiência operacional numa questão de conformidade regulatória direta. De forma similar, o regulamento FiDA (Financial Data Access) reforça a obrigatoriedade de partilha estruturada de dados financeiros, elevando o padrão exigível ao setor.

A ASF — Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões já emitiu avisos concretos ao mercado, sinalizando que a norma reguladora em desenvolvimento abordará estas fragilidades. A troca de dados dependente de "cola operacional" manual deixa de ser meramente ineficiente — passa a representar falhas de resiliência passíveis de escrutínio em auditoria e supervisão. O setor enfrenta agora pressão para modernizar as suas infraestruturas de intercâmbio num prazo cada vez mais apertado, sob risco de sanções e perda de competitividade.
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- **Source**: ECO
- **Sector**: The Network
- **Tags**: DORA, FiDA, ASF, seguradoras, mediadores
- **Credibility**: unverified
- **Published**: 2026-05-14 14:48:37
- **ID**: 83052
- **URL**: https://whisperx.ai/pt/intel/83052